A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) denuniciou, nesta quinta-feira (21), que existe um movimento do chamado Centrão, na Câmara Federal, para tentar revogar a jornada especial e aumentar a quantidade de horas de trabalho diário dos jornalistas.
Atualmente, a categoria conta com uma legislação especial com jornadas de 5, 6 e no máximo 7 horas. Também existem pisos salariais fixados de acordo com a quantidade de horas de cada jornada.
A carga horário de 5 horas para jornalistas, com permissão de ampliação de até duas horas, foi criada na década de 40 em razão do nível de esgotamento mental, pressão e levando em conta a necessidade de concentração e características específicas da profissão.
A jornada está prevista no artigo 303 da Consolidação das Leis dos Trabalho (CLT). De acordo com a Fenaj, há um movimento no Congresso para rever o direito, no âmbito das discussões sobre a redução da jornada para todos os trabalhadores e no fim da escala 6X1.
“Qualquer mudança na legislação que busque ampliar a jornada de 5 horas diárias dos jornalistas representa um grave retrocesso nos direitos historicamente conquistados pela categoria e encontrará firme oposição da FENAJ e dos sindicatos”, afirma a presidenta da entidade nacional, Samira de Castro.
De acordo com a federação, “a jornada especial dos jornalistas existe em razão das especificidades da profissão, marcada por forte desgaste físico, mental e emocional, pressão permanente, trabalho em horários irregulares e alta intensidade laboral”.
Da redação

