Alunos da rede pública vão viver experiência imersiva na cultura Afro-brasileira em Planaltina
O Projeto “Ogbon mimo-sabedoria sagrada” que já levou mais de 600 estudantes para conhecer a história da África, por meio de visitas guiadas em uma comunidade de matriz Africana, chega a sua segunda edição.
As visitas dos estudantes têm como objetivo proporcionar experiência de contato com a arte , comportamento , educação, cultura, gastronomia e contribuição do continente africano na construção da sociedade brasileira baseado na lei 10.639/03, neste mês de abril e maio as visitas acontecerão em uma casa de matriz africana em Planaltina-DF. Além de promover o respeito à diversidade e desconstruir preconceitos.
As próximas visitas acontecem até 07 de maio, todas as terças e quintas no horário de e 24 de Das 8h às 12h e das 14h às 17h.
O roteiro é gratuito e inclui exposição fotográfica, gastronômica com as Yabas, espaço agroecológico, visitas guiadas com monitores e interprete de libras, teatro e dança que vão apresentar o legado e a sabedoria ancestral.
A atividade faz parte do projeto “Ogbon mimo, sabedoria sagrada”, realizado em parceria com a Fundação Cultural Palmares e o ministério da Cultura que vai proporcionar dezesseis visitas guiadas com aulas em uma comunidade de candomblé Ilê Odé Axé Opo Inlê.
O objetivo é também levar mais conhecimento, conectar raízes por meio da cultura africana, além de celebrar a diversidade e mostrar essa rica herança que molda parte da história que atravessou fronteiras e chegou ao Brasil, resistindo e permanecendo viva.
As escolas podem agendar as visitas de graça, por meio de um formulário de inscrição disponível na página do Instagram @ogbonmimo e proporcionar essa imersao aos alunos. O projeto também oferece ônibus escolar gratuito para o transporte dos visitantes.
Na visão do Babalorixá, autoridade da casa, Baba Aurélio de Odé, nessa visita será abordado a contribuição do continente africano para a construção da sociedade brasileira. ” Vamos mostrar isso sob o olhar da cultura, da arte , da gastronomia, do vestiário, ciência , dança, música, tecnologia ancestral e a importância dos cuidados das águas , terra, alimentação e o respeito com os mais velhos. Estaremos de portas abertas para receber, acolher e poder falar um pouco sobre respeito, ciência ancestral e todas a formas de manifestar nossa fé”.
A iniciativa sociocultural oferece ainda uma experiência de educação antirracista,com objetivo de promover o pertencimento e o combate à intolerância religiosa através da vivência prática.
Foto: Roger Peixoto Alves
Da redação

