Planaltina

Deputada cobra estrutura para UBS improvisada há oito anos em Centro Olímpico de Planaltina

A deputada distrital Dayse Amarílio (PSB) voltou a cobrar uma solução definitiva para a situação crítica da Unidade Básica de Saúde (UBS) instalada, há oito anos, de forma improvisada em um Centro Olímpico, em Planaltina. A unidade atende a população de uma região que fica a cerca de sete quilômetros do local atual, o que dificulta representa o acesso ao serviço. A estrutura física, além de inadequada, apresenta condições precárias que comprometem diretamente a segurança e a qualidade da assistência à saúde.

Embora o ideal seja a atuação de três equipes, a UBS hoje funciona com apenas duas equipes, sendo que uma delas está sem médico. O espaço é totalmente incompatível com os padrões mínimos de um serviço de saúde: não há segurança biológica, os “consultórios” não possuem estrutura adequada para realização de exame físico, e procedimentos limpos e contaminados são feitos na mesma sala, sem separação apropriada.

A unidade também não oferece serviços essenciais, como vacinação, atendimento odontológico ou farmácia, devido à falta de infraestrutura. Não há instalação hidráulica adequada para o consultório odontológico, e o local alaga em dias de chuva, obrigando a população a aguardar atendimento em uma tenda que também vaza água. A UBS já foi despejada duas vezes de outros imóveis até ser realocada na atual estrutura.

Durante a visita técnica, que contou com a presença da alta gestão da Secretaria de Saúde, a deputada Dayse Amarílio reforçou a necessidade urgente de construção de uma sede própria, dentro do território da população atendida. “Não se pode naturalizar a precariedade. Essa unidade precisa de um espaço digno, com estrutura compatível com o cuidado que a população merece”, afirmou.

Um novo encontro com a Secretaria de Saúde está previsto para janeiro, quando a pasta deve apresentar uma resposta oficial sobre a situação da unidade. A deputada afirmou que seguirá acompanhando de perto o caso: “Esperamos que essa próxima reunião traga respostas objetivas e um cronograma realista. A população não pode mais esperar.”

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