Coletivos fabricados na China começaram a circular no Plano Piloto. Foto: divulgação/Semob
O governo do Distrito Federal afirmou, em uma ação popular que corre no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), que a resistência ao ar na BR 020 atrapalha o envio de ônibus elétricos para Planaltina e Arapoanga. A afirmação está em um documento protocolado na ação que corre na Justiça.
Na ação, o GDF alega que a aerodinâmica e a velocidade dos ônibus dificultam a realização do trajeto entre Planaltina e Sobradinho ao Plano Piloto. “Em velocidades menores (comuns em linhas curtas), a resistência do ar é muito menor. Em rodovias, o arrasto aerodinâmico cresce exponencialmente, consumindo muito mais energia para manter altas velocidades (100-120 km/h)”, destaca um trecho do documento.
O governo não aponta a realização de testes para fundamentar o argumento e ignora o fato de que na BR 020 a velocidade máxima permitida é de 80 km/h. O governo alega também que engarrafamentos e a distância atrapalharia o trajeto. Após a manifestação do poder público, o juiz que conduz o caso agora decidirá se determina ou não que parte dos 90 coletivos sejam destinados para atender os moradores das cidades da Região Norte do DF.
Parte dos 90 ônibus elétricos já estão circulando no Plano Piloto, Cruzeiro, Aeroporto e outras regiões. Os veículos foram encomendados pela Piracicabana da empresa CRRC, da China, especializada em transportes elétricos e de energia limpa, inclusive trens. Além de conforto, com ar-condicionado, motor silencioso e cabine para o motorista, os coletivos também evitam a emissão de gases poluentes – o que poderia amenizar a poluição em torno da Estação Ecológica de Águas Emendadas, a mais importante da América do Sul, em Planaltina.
O autor da ação, o advogado Wesley Batista, afirmou esperar que a documentação comprove a ausência de critérios técnicos do governo e da empresa e que o Tribunal determine que as duas cidades também sejam atendidas pela frota.
Da redação

